Jogada de abertura

12 fevereiro, 2007

lonely pawn

Sou um admirador de xadrez. Não um enxadrista, não um jogador amador… no máximo um jogador iniciante: mas um admirador de xadrez. A quem já teve o prazer de observar um tabuleiro e ver mais do que um jogo velho, de velhos, para velhos, dedico portanto esta singela abertura. Sejam bem-vindos também os analfabetos nesta arte, pois estão em um nível bem próximo do meu. Para explicar brevemente o título deste blog, uma referência wiki, bem à moda internetiana:

In chess, a passed pawn is a pawn as to which there are no opposing pawns to stop it from advancing to the eighth rank.

Tradução livre:
No xadrez, um peão passado é um peão que não possui peões adversários em condições de impedir seu avanço à oitava linha.

peão passado

O peão, meus caros, minhas caras, é a peça mais fraca em um tabuleiro de xadrez. Seu valor é geralmente a medida mínima, que serve rereferência para as demais peças, o que faz um cavalo valer três peões, uma torre, cinco, e assim por diante. É desta maneira pois ele pode se mover apenas um quadrado por vez, sempre para frente e verticalmente, a não ser quando ataca outra peça – único momento em que muda seu curso monótono e retilíneo para capturar diagonalmente.

O auge na vida de um peão é a promoção. Quando ele atinge a oitava linha (pois um tabuleiro também possui colunas), a contar de baixo para cima, na perspectiva do jogador que faz o movimento, ele pode se transformar em qualquer peça do tabuleiro que servir ao propósito: cavalo, bispo, torre ou rainha. Na maioria dos casos, o enxadrista prefere transformar sua peça em uma rainha, pois esta tem o poder de se movimentar e capturar em longas distâncias, por todas as linhas, colunas e diagonais – a peça mais valiosa.

Assim, prefiro não concluir esta explicação fazendo do xadrez uma metáfora para a vida. Isso, deixo aos possíveis leitores, ou a mim mesmo, se o único leitor destes escritos for. Porém, é imprescindível ter uma lição em mente: o peão deixa de ser a peça mais fraca do jogo não só quando é promovido, mas quando está bem estruturado em relação aos outros peões, as peças encontradas em maior número neste tabuleiro. Portanto, sua força vem basicamente da união.

Deixo claro que a metáfora, que será construída lentamente por mim, pelos futuros colaboradores e pelos leitores, serve para todos os aspectos que me interessam e espero interessá-los: cultura, arte, filosofia, política, ciência, espiritualidade… é tudo o que permeará este blog e, com sorte, é o que conseguirei transmitir de maneira que toque o coração de quem lê. Dispor palavras e fazer que com isso seja sentido é um desafio, um estudo, um objetivo: o cheque-mate. Qual é o seu?

Anúncios